Só pode criticar quem faz ou ajuda a fazer
Lembro, em minha infância, de ter ouvido muitas histórias e fábulas. Elas nos ajudam a guardar melhor os princípios, a chamada “moral da história”. Não à toa, Jesus ensinava por meio de parábolas.
Uma dessas fábulas sempre me vem à memória: a do avô que levou seu neto para vender um burrinho na feira.
No início da viagem, os dois estavam montados no animal. Ao passarem por algumas pessoas, ouviram:
- “Vejam que absurdo! Duas pessoas saudáveis montadas em um pobre animal.”
Ouvindo aquilo, o avô decidiu descer o menino, diminuindo o peso do burrinho.
Mais adiante, novas vozes surgiram:
- “Onde já se viu um adulto confortável e a criança andando a pé?”
Então, o avô desceu e colocou o menino sobre o animal.
Ao passarem por outro grupo:
- “Um garoto saudável montado e um idoso andando? Que absurdo!”
Decidiram, então, caminhar os dois ao lado do burrinho.
Mas nem assim cessaram as críticas:
- “Vejam só, três burros andando um ao lado do outro.”
Essa fábula revela uma verdade simples e profunda: não importa o que você faça, sempre haverá quem critique.
Nem mesmo Jesus escapou disso. Ele transformou água em vinho, multiplicou pães, realizou curas e até ressuscitou pessoas. Ainda assim, foi criticado — até pelos que estavam ao seu redor e até no momento da cruz.
A crítica de quem não faz
Passados mais de dois mil anos, pouca coisa mudou. Ainda existe uma “plateia” que observa, mas não se envolve.
- Se alguém faz, criticam;
- Se ninguém faz, também criticam;
- Mas raramente ajudam.
São pessoas que preferem exercitar a crítica em vez da compaixão. Trocam a ação pela opinião, o serviço pelo julgamento.
Muitas vezes, não é falta de conhecimento, mas falta de coragem. Medo de errar, medo de tentar. E, por isso, preferem esperar que outros falhem para justificar sua própria inércia.
A verdadeira medida
Mas a vida tem sua própria “moral da história”:
Quem apenas critica, sem ajudar, já está errado.
Errar faz parte do caminho de quem age. Já a omissão é uma escolha silenciosa que impede qualquer transformação.
O convite
Diante de qualquer situação, antes de criticar, vale fazer três perguntas:
- Consigo fazer melhor?
- Posso ajudar a melhorar?
- Onde eu estava quando era preciso agir e não ajudei?
Essas perguntas não são para julgar o outro, mas para reposicionar a nós mesmos.
Menos opinião. Mais atitude.
Porque no fim, o que transforma a realidade não é quem fala mais, mas quem se dispõe a fazer.

Autor: Stan Victor Cichon
Radialista, Jornalista, Publicitário, produtor do canal Luz e Sabedoria no Youtube, palestrante e diretor da Mídia Total Publicidade. Eterno aprendiz.
Contato: stan.5000@gmail.com